Friday, February 17, 2006

Poema segundo | Alberto Caeiro


“O meu olhar é nítido como um girassol.

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para a esquerda,

E de vez em quando olhando para trás…

E o que vejo a cada momento.

É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem…

Sei ter o pasmo essencial

Que tem uma criança se, ao nascer,

Reparasse que nascera deveras…

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do mundo…


[... ]

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos… [...] “

Posted by Ana in 18:24:46 | Permalink | No Comments »