Saturday, August 19, 2006

A fazer as malas…

Um cantinho e um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama

Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar

Da janela vê-se o Corcovado
O Redentor que lindo

Quero a vida sempre assim com você perto de mim
Até o apagar da velha chama


Tom Jobim - Corcovado


Bem, estou quase de partida… amanha de manha começa o meu voo de 12 horinhas para o Rio de Janeiro!

E, de novo, o nervoso miudinho de fazer as malas e não esquecer nada (o que no meu caso, nem sempre é fácil :)); a alegria genuína de viajar, conhecer pela primeira vez um sítio novo e distante, conhecer pessoas e ruas, escrever histórias, tirar fotografias que ficam mais guardadas na retina do que em qualquer suporte fotográfico, e que, de tantas maneiras, ajudam a dar cor à rotina do resto dos dias.

Desta vez, apesar de tudo vai ser um bocadinho diferente… o trabalho - que, embora não pareça, é o principal motivo desta viagem :) - ainda tem muitas pequenas coisinhas por arranjar; e o meu inglês vai finalmente ser testado em frente a uma plateia em condições (não, apresentações da tuna nas ruas de Praga não contam como público em condições :)) Apesar disso tudo, espero que seja giro… e que em breve esteja aqui a deixar umas fotos bonitas!

Posted by Ana at 18:03:29 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, August 15, 2006

Azul

Há algum tempo, encontrei um artigo sobre o impacto que o ambiente em que as pessoas vivem tem na sua própria maneira de ser e de estar… e eu sou sempre bastante céptica quanto à veracidade e qualidade científica destas coisas :)

Mas hoje à tardinha, a aproveitar as últimas e especialmente deliciosas horas de sol, senti o quanto me faria falta esta areia e este mar, se por algum motivo o destino me levar para mais longe.

A ouvir este mar ao fundo, passei as tardes de verão onde nasceram muitas amizades e onde tantas outras ficaram pelo final da estação, onde nasceram paixões mais ou menos sérias, onde nós crescemos quase sem dar por isso. A olhar este mar, passei manhãs frias de inverno onde o sol foi uma benção ainda maior, onde escrevi as coisas que guardo com mais carinho, onde lavei as mágoas, perdoei e esbocei pedidos de desculpa, e onde encontrei uma tranquilidade maior do que em qualquer outro sítio até hoje.

Aqui escreveram-se mensagens na areia, sorriu-se no meio da chuva, tomaram-se decisões, fizeram-se castelos (metaforicamente ou não), insistiu-se, desistiu-se e recomeçou-se.

E, ao final de um dia em que se deu tudo… voltar a este lugar é uma maneira de encontrar de novo coisas boas cá dentro, mesmo que para amanha seja para dar tudo outra vez.

Apesar das minhas dúvidas científicas sobre o artigo… de alguma maneira, eu seria uma pessoa diferente se não tivesse este pano de fundo. De tantas histórias, já não sei se sou eu que moro já neste azul, ou é ele que mora em mim…

Posted by Ana at 20:41:27 | Permalink | No Comments »